Grupo de Trabalho
Composição/Contatos
Agenda
INSTITUCIONAL
Definição
Áreas de Atuação
Importância
Etapas
Instrumentos
Estrutura
CONSÓRCIO PÚBLICO
Federal
Estadual
LEGISLAÇÃO
Implantação
Operacionalização
DOCUMENTOS CONSTITUTIVOS
Relação/Contatos
CONSÓRCIOS PÚBLICOS
NA BAHIA
 
 
Notícias
Fale Conosco
Links
 



Nova tecnologia pode substituir aterro sanitário

A construção de aterros sanitários, embora nem sequer tenha se tornado universal em todos os municípios do estado de Minas Gerais, já é solução próxima da aposentadoria. Ninguém bate o martelo sobre o prazo de falência do modelo, mas as articulações e interesses de empresas do setor mostram que novas tecnologias, como o incinerador de resíduos sólidos, são a bola da vez.

Nas últimas semanas, uma equipe do governo japonês esteve em Minas para apresentar a operação de rejeitos no país asiático, feita com um megaincinerador, e conhecer o trabalho mineiro. Já tem prefeitura de olho na novidade.

A Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) já se preparou e tem na gaveta todos os termos de referência para licenciamento nesses moldes. “Poderemos usar aterro sanitário por mais um tempo, mas no futuro teremos que pagar pela incineração”, destaca o gerente de Resíduos Sólidos Urbanos da Feam, Francisco Pinto da Fonseca.

A experiência japonesa é ainda cara para os cofres que não conseguiram fazer nem o básico: queimar uma tonelada de resíduos custa o equivalente a R$ 300 ao poder público, valor que, no Japão, cai pela metade com a venda dos sacos de acondicionamento. No Brasil, levar o lixo para aterro sanitário custa entre R$ 40 e R$ 80 por tonelada. Em João Monlevade (que integra junto de Bela Vista de Minas, Rio Piracicaba, Nova Era e Alvinópolis o Consórcio Público de Gestão de Resíduos Sólidos) este valor sai por R$ 48,84.

Se um município decidisse instalar um incinerador, demoraria cerca de sete anos, entre projeto, licenciamento e fabricação do equipamento. Para atender uma população de 1 milhão de habitantes, a conta ficaria entre US$ 200 milhões e US$ 300 milhões, enquanto um aterro para a mesma demanda sai por cerca de R$ 15 milhões. “Mas os resultados são diferentes, porque o aterro fica aí, como um passivo ambiental e nada sustentável”, ressalta Fonseca.

Projeto já em estudo

O prefeito de João Monlevade, Gustavo Prandini (PV), que preside o Consórcio Público de Gestão de Resíduos Sólidos (CPGRS), destaca que o município e os consorciados estão à frente de muitas cidades mineiras, por já ter o aterro sanitário em operação. “É um grande avanço do ponto de vista ambiental e social, pois não temos lixões”, disse Prandini, que destacou também que o aterro possui ainda mais de 20 anos de vida útil.

O presidente do CPGRS disse que antes mesmo de se falar em políticas de novas tecnologias em substituição aos aterros, desde que assumiu a gerência do Consórcio, tem feito pesquisas sobre o assunto. “Já conhecemos alguns projetos que tratam tanto de incineração quanto de outras formas do tratamento do lixo, na qual nem precisaríamos do aterro. Inclusive há formas de tratar o lixo e ainda gerar energia que pode ser aproveitada pelo poder público”, falou Gustavo Prandini. 

No entanto, Prandini comentou que a viabilidade financeira poderia ser o entrave para a implantação da nova forma de tratar o lixo. “A viabilidade financeira em alguns casos depende da quantidade e volume, por isso é interessante discutirmos isso de forma consorciada, porque quando se tem um volume maior de lixo, há diminuição de custos para os municípios. Sou favorável a novas tecnologias, temos procurado conhecer estas tecnologias. O investimento é alto, iremos precisar em algum momento que o poder público estadual ou federal, de alguma forma crie incentivos ou financie estas tecnologias para os municípios, mas a viabilidade econômica existe a longo prazo. Além de que ambientalmente ser mais avançado do que o atual sistema hoje”, explicou o presidente do CPGRS.

“A definição de qual tecnologia seria a mais indicada para substituir o aterro ainda não temos. São projetos pilotos em poucos municípios do Brasil. A própria incineração, por exemplo, pode ser por vários mecanismos. Não é apenas uma tecnologia de incineração que existe. Umas mais caras, outras, mais baratas e outras ainda que se possa aproveitar o produto final que sai do lixo [a energia]. Ainda existem poucos projetos implantados, mas é uma discussão que interessa ao Consórcio”, finalizou Prandini.

Lixo hospitalar

João Monlevade e os demais municípios que integram o Consórcio Público de Gestão de Resíduos Sólidos (CPGRS), já saíram na frente de muitas cidades ao implantar o processo de incineração do lixo hospitar, de consultórios dentários e outros semelhantes. No aterro sanitário os dejetos não são mais armazenados em nas células (valas).

Eles são armazenados em um contêiner refrigerado e posteriormente recolhido por uma empresa que é responsável pelo processo de incineração. O presidente do Consórcio, Gustavo Prandini, explicou que quando o aterro entrou em operação, há seis anos, não tinha licença ambiental que permitia o recebimento do lixo hospitalar, que mesmo assim era acondicionado no local. Ao invés de tentar a licença, os consorciados buscaram outra forma para tratar este tipo de lixo.

“Optamos por usar outra tecnologia que hoje, é também um avanço no ponto de vista ambiental e não compromete o aterro que já existe”, informou Prandini.

 

Fonte: http://www.ultimanoticia.com.br



 
INFORMES


Cartilha Consórcios Públicos

Av. Tancredo Neves, 450 - Caminho das Árvores
Edifício Suarez Trade - 34º Andar CEP 41820-020
Salvador - Ba - Brasil
Tel: (71) 3116 5700 - Fax: (71) 3116 5705


Av. Luis Viana Filho, 2ª avenida, nº 250
CEP 41.745-003, CAB
Salvador - Bahia -Brasil
Tel: (71) 3115-3550